Return to site

A transiÇÃo Disruptiva da saÚde.

Vai doer, mas vai melhorar.

Vou começar hoje com episódios da vida real (veja se não poderia ser com você). A televisão ligada mostra cenas profundamente tristes, em que doentes são deixados em macas nos corredores dos hospitais, à espera de um tratamento que não vem. Você então lembra que não vai ao cardiologista há anos, apesar de conviver com aquela pressão alta e a dormência nos braços há mais ou menos uns cinco meses. Faz um sinal da cruz só de pensar de um dia depender deste falido, e injusto, Sistema Único de Saúde (SUS). Aproveita a onda de reflexão que todos aqueles pensamentos trouxeram e decide não mais adiar a visita ao médico. Pudera: além da distância do consultório, seu currículo ostenta uma década sem exercícios físicos (pelo menos) e uma alimentação de enrubescer Bela Gil. Liga então para a lista de doutores oferecidos no livrinho da seguradora de saúde que você paga a mensalidade todo mês e se revolta: consulta disponível só em 90 dias. Não quero ser indelicado e nem parecer rude. Mas os mesmos erros que os governos cometem na administração do SUS e que as seguradoras também praticam na gestão da saúde privada, você repete dentro da sua casa. Acredite em mim. No fim das contas, o olhar da medicina, seja a do consultório, seja a que nós utilizamos para cuidarmos de nós mesmos, está totalmente focado na doença e não na saúde. Esquecemos por completo os conselhos da vovó de que prevenir é melhor do que remediar. E sabe como é a conta disso tudo?

– O SUS está com rombos financeiros incalculáveis.

– Os planos de saúde com filas de espera e, fechando as portas deixando segurados na mão.

– E você? Com diabetes, hipertenso, obeso, inflamado e com uma série de problemas crônicos que poderiam ser evitados se a lógica da gestão particular de saúde fosse alterada. A crise está na sua casa (Texto na íntegra) 

E entre os anos de 2015 e 2016 foram investidos mais de 90 bilhões de dólares em StartUps focadas na saúde, como isso pode acontecer ? Um sistema falido, corrompido e degradado recebe investimento absurdos pelo simples motivo que chegamos no fundo do poço e algo precisa ser feito, e as maiores empresas do planeta estão investindo muito dinheiro, e colocando suas cabeças mais brilhantes para pensar a saúde, um exemplo disso foi a contratação do Scott Thomas pela Scanadu, o Scott foi a mente brilhante por trás da campanha de marketing do presindete dos EUA o sr. Barack Obama.

Hoje os médicos e os demais profissionais da saúde que pensam e atuam de uma forma completamente disruptiva, utilizando ferramentas como Design Thinking e os conceitos do Quadruple Aim para inovar são contratados a preço de ouro pelas empresas de tecnologia.

Eu quero falar sobre um dos assuntos que mais me estimula dentro da medicina: a inovação. Com um pouco de atraso comparado a outros setores da sociedade, o futuro está finalmente chegando à área da saúde. Isso porque, quando a gente pensa em avanços tecnológicos, quase sempre, as sequelas deles são associadas a uma piora do estilo de vida das pessoas. Explico. Os videogames, por exemplo, são responsabilizados pelo fato das crianças já conviverem com o sedentarismo desde muito cedo. As “saborosas” horas navegando em redes sociais, por sua vez, contribuíram para que os adultos permanecessem na condição de sedentários.

 Os aplicativos nos aproximaram da comida industrializada e do fast food. E quem hoje resiste a uma escada rolante? A questão é que as novas tecnologias têm um potencial incrível de melhorar a saúde das pessoas e fazer com que o paciente seja o centro do tratamento de saúde. Mas, para isso, é preciso entrar em uma nova era dos cuidados clínicos. E, talvez hoje, seja o seu dia de dar este passo rumo ao desenvolvimento.

Momento de disruptura

Bom, se pensarmos em toda a história da humanidade, a tecnologia é uma ferramenta de transformação social e de mudança de comportamento. A primeira grande tecnologia que mudou o comportamento das pessoas, por exemplo, foi a descoberta de como domar o fogo. Isso permitiu o aquecimento dos alimentos e foi fundamental para que o ser humano passasse a se organizar em tribos e ocupar novas regiões do planeta. A segunda grande mudança de comportamento possibilitada pela tecnologia foi a era industrial. 

Nos inícios dos anos 1800 “nasceu” a capacidade de replicar as coisas em escala. (Sapatos, eletrodomésticos e, claro, os remédios foram programados para serem produzidos em muita quantidade).A terceira grande mudança proporcionada pela tecnologia é a que estamos presenciando neste exato momento e envolve a nossa recente amiga e já indispensável “dona internet”. Ocorre que por inúmeros fatores, entre eles os 5 segredos da medicina muito bem descritos pelo meu amigo Daniel Amstalden, a área da saúde ainda permanece dois séculos atrás. Esta disruptura digital ainda não ocorreu de forma definitiva. Toda infraestrutura do setor saúde, seja ele público ou privado, ainda vive na mentalidade da era industrial.

 A medicina convive, infelizmente, com muitos intermediários e com extrema burocracia.Além disso, por ser uma área muito regulamentada e superprotegida pelos conselhos de classe – interessados na boa reputação de, nós, médicos mas por vezes falhos com o atendimento oferecidos a você, paciente – sua entrada neste novo mundo tem demorado um pouco mais.

Mortes extremamente evitáveis

Por isso, boa parte do que é apresentado como inovação em saúde ainda não tem potencial verdadeiramente transformador. E o que é apontado como “tecnologia de última ponta”, por sua vez, não tem conseguido mudar indicadores arcaicos, como mortalidade infantil e mortalidade materna. Avançamos muito, é verdade. Mas há tempos estamos à deriva, convivendo com mortes facilmente evitáveis por pressão alta, por exemplo. Outro ponto a meu ver é que o hi-tech da saúde excluiu a prevenção genuína. Os avanços tecnológicos chegaram “com tudo” apenas aos aos aparelhos cirúrgicos, com as cirurgias robóticas, nos transplantes e nas microcâmeras que operam cérebros. Se você precisar de uma dessas operações, certamente, deseja receber estes cuidados ultramodernos, certo? E para não ter necessidade de ser submetido a uma cirurgia, como a tecnologia te ajuda?

É este o ponto.

Para mim, foi deixado de fora a peça mais importante para esta engrenagem chegar, verdadeiramente, ao futuro. E essa peça é VOCÊ.

Sim, meu amigo leitor, até hoje as tecnologias pouco favoreceram o paciente como agente principal de sua saúde. É óbvio que esta negligência agora começa a cobrar a fatura, e os futuristas estão muito empenhados em trazer o paciente para o centro do cuidado novamente. Boa parte da inovação na área da saúde está se baseando em algo chamado de Quadruple Aim (algo como “meta quádrupla”).

O tripé de quatro pernas

Vamos traduzir pata todo mundo aqui ficar na mesma página. A ideia do Quadruple Aimnasceu de um artigo publicado, em 2008, pelo pediatra da Universidade de Harvard e gestor da saúde, Donald Berwick.

De acordo com ele, para melhorar o sistema de saúde é necessário perseguir três objetivos:

• Melhorar a experiência do cuidado;

• Melhorar a saúde das populações;

• Reduzir os custos per capita nos cuidados de saúde.

Mais recentemente, diante do reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelos profissionais da área da saúde, foi incluído um novo pilar: melhorar a experiência também dos médicos. É aí que somos surpreendidos. Porque a medicina do futuro, na verdade, resgata coisas extremamente valiosas que ficaram no passado.

Um exemplo?

Não há mais dúvidas que para conseguirmos viver mais, precisamos utilizar com muito mais ênfase as melhores farmácias já inventadas e que estão no escanteio da saúde típica.

E quais são elas?

Nosso cérebro.

Nossos alimentos.

As iniciativas do futuro

O ponto que trago aqui é o seguinte. Muita coisa foi feita e muitas delas são mesmo admiráveis. Entretanto, as possibilidades tecnológicas que já foram desenvolvidas ainda são mais centradas na medicina baseada na doença do que na saúde. Então, ainda que a gente fique um pouco deslumbrado com a possibilidade de fazer mapeamentos genéticos de baixo custo pelo nosso celular (como os realizados pela empresa norte-americana 23andMe)”, a tal medicina personalizada exige mais. Ainda que o Scanadu, por exemplo, seja revolucionário por ser um scanner digital individual – em fase de testes – que permite que você meça sua pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura e oxigenação em menos de um minuto, não tem jeito. Temos que ir além para que isso realmente revolucione o futuro. Porque, caso você esteja com a pressão nas alturas ou que o seu mapeamento genético individual te mostre um risco alto de câncer, o que você faz? Você sabe? Já temos aplicativos que nos lembram a hora de tomar remédio, como o Dr. Cuco, e também temos a possibilidade de realizar um eletrocardiograma em casa por meio do app. Kardia. Mas, e para reduzir as medicações ou saber quais nutrientes protegem o nosso coração, o que você tem à disposição? 

Fazendo toda esta análise, eu me convenci de que a Jolivi pode ajudar, da forma mais simples e possível, a colocar a saúde em um novo patamar.

E digo isso com o mais profundo respeito a todas as inovações aqui apresentadas. Porque para mim, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo. E quando o paciente está no centro, nós co-criamos o futuro da saúde.

Como a Inovação tecnológica vai te ajudar a ser dono de sua saúde.

All Posts
×

Almost done…

We just sent you an email. Please click the link in the email to confirm your subscription!

OKSubscriptions powered by Strikingly