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A medicina do futuro: Um sistema exponencialmente mais humano e melhor.

Na disruptura da saúde, o verdadeiro diferencial competitivo do médico é a sua capacidade de ser humano.

“Inovação na área da medicina não precisa necessariamente estar relacionada à tecnologia e a novos equipamentos. Mas, sim, na forma de relacionar-se com o paciente. Na disruptura da saúde, o verdadeiro diferencial competitivo do médico é a sua capacidade de ser humano.”

Avanços tecnológicos na área da saúde evidenciam cada vez mais que o fator humano é preponderante na missão médica. A medicina de verdade é aquela que mistura os conceitos da medicina tradicional com a medicina alternativa e complementar, e faz do paciente o centro das decisões, autônomo no autocuidado e na busca pelo seu bem-estar, que pode não ser perfeito, mas é seu.

As grandes empresas de tecnologia já perceberam essa tendência e estão criando dispositivos que estimulam o paciente a colaborar no monitoramento ds indicadores, assumindo de forma proativa as rédeas da sua vida em busca de qualidade de vida. Essa participação ativa do paciente é uma ruptura de mentalidade, transferindo as decisões somente do médicos, para decisões em conjunto, e a palavra final é do paciente.

Muitos dos avanços realizados até aqui têm como foco a medicina baseada na doença, uma medicina reativa e um sistema de saúde com seus modelos de atuação completamente focados na doença. Já começamos a questionar se o sistema é de saúde ou um sistema de doença, pois literalmente a doença é o elo de ligação mais forte entre os profissionais e os pacientes. Como seria um verdadeiro sistema de saúde aonde a saúde seria o principal elo de ligação? Qual o verdadeiro significado de saúde? Estar saudável é um conceito muito mais amplo que simplesmente não estar doente.

Criador de um método de co-criação de saúde, que lhe rendeu em 2013 uma vaga no FutureMed - curso de capacitação em alta tecnologia da agência espacial americana Nasa em conjunto com a Singularity University, o cirurgião plástico Leonardo Aguiar diz que somente o potencial incrível dos aparatos tecnológicos não basta.

É preciso entrar em uma nova era de cuidados clínicos e inovar a forma de relacionamento médico-paciente. Com a experiência de já ter integrado a equipe de Ivo Pitanguy e também no comando de uma empresa focada em futurismo através da inovação e do empreendedorismo nas áreas da saúde, o médico afirma ser necessário trazer o paciente para o centro do cuidado novamente. “A medicina do futuro resgata coisas extremamente valiosas que ficaram no passado.” Para ele, é preciso, sim, incorporar as novas tecnologias na prática da profissão e na gestão de saúde, mas acima de tudo ouvir mais o paciente, e essa é a principal função da tecnologia, favorecer o contato humano.

Na co-criação em saúde, o paciente é estimulado a agir ativamente em busca de escolhas conscientes e saudáveis, graças a uma equipe multidisciplinar que atua na retaguarda. Os pacientes se tornarão os gestores, programadores e co-criadores de seus índices em tempo real. 

A internet das Coisas, conceito tecnológico em que todos os objetos da vida cotidiana estariam conectados à internet, agindo de modo inteligente e sensorial, nossa geladeira receberá informação de nosso aparelho celular e conforme for a alimentação nesse dia ou a quantidade de exercícios que executarmos, a geladeira pode não abrir. 

“Avançamos muito, mas há tempos estamos à deriva, convivendo com mortes facilmente evitáveis por pressão alta, por exemplo. Outro ponto, é que o hi-tech da saúde excluiu a prevenção genuína. Os avanços tecnológicos chegaram ‘com tudo’ não apenas nas cirurgias robóticas, nos transplantes e nas microcâmeras que operam cérebros. Se o paciente precisar de uma dessas operações, certamente, ele deseja receber estes cuidados ultramodernos, certo? E para não ter necessidade de ser submetido a uma cirurgia como a tecnologia te ajuda?”

Com essa nova mentalidade, pacientes já perguntam: o que fazer hoje para estar melhor de saúde daqui a dez anos? Nos últimos 100 anos, todos cuidados padronizados de saúde eram baseados em remédios. Com a tecnologia começa a surgir um modelo focado na saúde”, ressalta. As novas tecnologias estão ajudando a criar um novo modelo padronizável, escalável e baseado em evidências científicas, onde o monitoramento das pessoas começa a substituir o uso de medicações. “A medicina, como toda indústria, não tem como fugir da transição”, diz Leonardo Aguiar.

O cirurgião explica que boa parte da inovação na área da saúde está se baseando no conceito conhecido como Quadruple Aim, ou “meta quádrupla”, que aponta ser necessário perseguir os seguintes objetivos:

- Melhorar a experiência do cuidado;

- Melhorar a saúde das populações;

- Reduzir os custos per capita nos cuidados de saúde.

- Melhorar a experiência dos médicos (incluído recentemente em razão das dificuldades vividas pelos profissionais de saúde).

É possível aplicar estes conceitos no dia a dia dos planos de saúde por meio de workshops e oficinas com apoio de metodologías disruptivas como o Design Thinkin e Exponential Organization Canvas envolvendo todos os membros da cadeia de saúde. Estes diálogos são primordiais para pensar e realizar as mudanças necessárias. O foco na união da cadeia de valor da saúde com o ecossistema empreendedor tem despertado o interesse dos hospitais, planos de saude, instituições de ensino, sendo estes o grupo de clientes que mais tem se interessado pelo assunto no último ano.

Tecnologia como diferencial

 Vive-se um período de transição na área da saúde: do analógico para o digital, e do digital para a convergência das tecnologias exponenciais. Já e possível monitorar o corpo humano, medindo os passos, o sono, as calorias, os batimentos do coração, as ondas cerebrais e muito mais. As pessoas terão dados, e esses dados serão os indicadores de saúde. Tudo que pode ser medido pode ser monitorado, e tudo que pode ser monitorado pode ser melhorado, este é o novo paradigma.

O futuro que já bate a nossa porta por meio de máquinas multifuncionais para detectar doenças, antes de aparecerem os primeiros sintomas, testes genéticos mais baratos que uma consulta médica, computadores, dispositivos e robôs utilizados no diagnóstico e tratamento e consulta à distância e aplicativos como aliados para otimizar a saúde. 

Um exemplo simples: antes para medir a pressão arterial era preciso um aparelho, a escuta, o médico, paciente e, em alguns casos, até um enfermeiro. Esse é o mundo analógico aonde se precisa de um enorme quantidade de recursos para se obter apenas um dado.

Hoje, o medidor digital pode ser utilizado por qualquer pessoa e permite monitorar ao longo do dia a pressão arterial, frequência cardíaca, entre outros. No mundo digital ocorre o inverso, com apenas um aparelho, com muito menos recursos, se obtém muito mais informações.

A transição também acontece na forma de interação entre clínica, médico e paciente. Pesquisas apontam que 60% dos médicos ainda se mostram resistentes ao uso da tecnologia para interagir, pois ainda não estão seguros dos modelos de negócio que unem tecnologia, inovação e saúde. Saiba mais nesse relatório da PWC m Health report

Mudou até a abordagem do paciente no momento da consulta. Antes, chegava no consultório e tinha o médico como única fonte de saber. Agora, pesquisa em sites especializados, Google e junto à sua rede de contatos e quando chega ao médico quer esclarecer dúvidas e aprofundar as informações.

12 recomendações baseadas nos conceitos de Organizações Exponenciais que podem dar um upgrade no bem-estar.

Se vc quiser saber mais sobre o conceito de organizações exponenciais, esse artigo do Salim Ismail é muito interessante. 

Baseado nos conceitos de como criar uma organização exponencial criamos 12 recomendações exponenciais para sua saúde.

  1. Mude os rituais. Reuniões de negócios regadas a whisky, reencontro de amigos no bar; amigo secreto na churrascaria são apenas alguns exemplos de como os rituais estão calcados em hábitos que ameaçam a saúde. Mudar a forma de celebrar é um passo importante para mudar paradigmas. Sugestão: priorize reuniões para o café da manhã, pense nos parques como ponto de encontros, cogite discutir projetos novos enquanto caminha.

2. Engajamento. Engaje sua família e seus amigos para experimentarem o novo olhar sobre a saúde junto com você. As pesquisas já mostram que as decisões feitas em parceria são mais simples e mais saborosas. Ou seja, provoque um primo para ser seu parceiro de corrida, pense na sua mãe como companhia da academia, faça um plano de caminhar todas as noites com o seu namorado (a).

3. Meça. É muito difícil avaliar e traçar metas sem ter parâmetros de medidas. Então busque aplicativos, relógios, celulares ou qualquer forma de registrar os seus dados referentes a suas horas de sono, atividade física, ingestão de líquidos. Existe uma infinidade de aparelhos e aplicativos com esses objetivos e, sem neuroses, eles podem auxiliar na gestão da saúde.

4. Controle. Vá ao seu médico periodicamente e faça seus exames regularmente. Busque especialistas que consigam interpretar os exames de uma forma mais completa e associada, que vá além de simplesmente verificar se estão dentro dos padrões do laboratório.

5. Corrente. Fique perto de pessoas interessantes e que tenham pensamento positivo, energia positiva e que contribuam para sair de um ciclo ruim. Mas ouça as pessoas diferentes do seu estilo. Elas podem trazer ideias inovadoras para a sua rotina.

6. Arrisque. Quando surgirem as ideias inovadoras – tipo: que tal eu passar a cozinhar meu próprio almoço? Ou quem sabe ir a pé para o trabalho? – pratique sem medo de errar. Caso não dê certo, é só mudar ou parar de fazer. O medo do erro não traz o acerto.

7. Propósito. Propósito: Selecione um propósito de vida inspirador que faça seu coração vibrar e fuja das metas impossíveis – exemplo emagrecer 20 quilos em uma semana – que só trazem estresse, ansiedade e frustração.

8. Cálculos. Aplique o seu propósito no seu trabalho e saiba calcular – em tempo, dinheiro e benefícios – o quanto trocar, por exemplo, 30 minutos nas redes sociais por meia hora de meditação pode trazer no aumento de benefícios.

9. Autonomia/Autoeficiência. Gerencie a sua saúde sabendo que você é o sócio majoritário. Saiba que todos os seus investimentos evitam gastos desnecessários e trazem lucros imediatos para a qualidade de vida.

10. Comunidade. Participe de comunidades que discutam seus temas de interesse e crie a sua comunidade local que tenha os interesses e propósitos alinhados com o seu.

11. Decifre. Busque recursos que ajudem a entender a causa de um problema, antes de silenciar o sintoma. Tem dor? Tem cansaço? Tem insônia? O que isso reflete da sua rotina?

12. Pratique o que compartilha. A vida que levamos nas redes sociais, normalmente, representam a vida que gostaríamos de ter na realidade. Praticar o que você compartilha já é um bom passo para alcançar os objetivos.

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